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Na Escola Catarina Lima, juventudes refletem sobre justiça socioambiental e expressam vivências por meio do grafite

Nos dias 5 e 7 de outubro, o Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS), por meio do projeto Arte para o Bem Viver, realizou atividades com estudantes da EMEIF Catarina Lima da Silva, no Bom Jardim. A programação contou com uma roda de conversa sobre território, direito à cidade, justiça socioambiental e ZEIS, seguida de uma oficina de grafitagem que transformou as reflexões dos/as adolescentes em arte.

A atividade marcou a última etapa do percurso do projeto nas escolas do território, que também passou pela Escola Santo Amaro e pela Escola Osires Pontes. A iniciativa, realizada com apoio da Associazione Tempos Novos, utiliza a arte urbana como ferramenta de expressão, formação e participação juvenil, aproximando o debate sobre as desigualdades socioambientais das experiências cotidianas dos/as estudantes.

Durante a roda de conversa, os/as adolescentes compartilharam percepções sobre suas comunidades e apontaram problemas como o acúmulo de lixo, os alagamentos, a falta de iluminação pública e a escassez de espaços de lazer. Também expressaram desejos por canais e ruas limpos, praças conservadas e melhores condições de moradia. As discussões aproximaram os conceitos de justiça socioambiental e ZEIS das experiências vividas pelos/as próprios/as estudantes.

Da reflexão à arte urbana

No segundo encontro, em 7 de outubro, os/as estudantes participaram de uma oficina de grafitagem, conduzida com o acompanhamento da arte-educadora Malina. A partir de desenhos e ideias elaborados durante a roda de conversa, os/as adolescentes experimentaram técnicas de pintura e estêncil, colaborando na construção de intervenções artísticas no espaço escolar.

Para muitos/as participantes, a oficina representou o primeiro contato com a linguagem do grafite. A atividade buscou estimular a criatividade, a colaboração e o sentimento de pertencimento ao território.

Juventudes, artes e justiça socioambiental em debate

Com a passagem pelas escolas Santo Amaro, Osires Pontes e Catarina Lima, o projeto Arte para o Bem Viver conclui um ciclo de atividades que reuniu adolescentes e jovens em torno de questões relacionadas ao território, ao direito à cidade e à justiça socioambiental. Ao longo do percurso, as rodas de conversa abriram espaço para compartilhar experiências e identificar problemas comuns, enquanto as oficinas permitiram transformar ideias, desejos e referências das juventudes em expressões artísticas.

Como continuidade desse processo, o CDVHS realizará, no dia 11 de novembro, o seminário “A gente re(cria) o amanhã: Juventudes, Artes e Justiça Socioambiental”, na sede da organização, no Canindezinho. O encontro reunirá estudantes, jovens, organizações e participantes do projeto para compartilhar experiências e ampliar o diálogo sobre juventude, arte urbana, direito à cidade e justiça socioambiental.

A programação contará com apresentações culturais, painéis com estudantes e representantes de iniciativas sociais, momentos de troca de ideias e exibição do mini documentário feito a partir das experiências. A proposta é valorizar as vozes das juventudes e fortalecer a construção coletiva de caminhos para um futuro mais justo nos territórios.

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