No Ceará, os registros de violência em escolas cresceram mais de 4 vezes em 10 anos. Entre 2015 e 2025, foram contabilizados 1.163 casos, incluindo agressões, bullying, intimidação virtual, ameaças e outras formas de violência em unidades públicas e privadas.
Esses números não podem ser lidos apenas como estatística: eles revelam impactos concretos no direito de aprender, conviver e se desenvolver com dignidade. Como lembrou a própria matéria, a escola não está separada da sociedade — desigualdades, violências do território, exclusões e discursos de ódio também atravessam o ambiente escolar.
Defender escolas seguras passa por fortalecer redes de proteção, cultura de paz, escuta qualificada, participação juvenil e presença de políticas públicas que cuidem da comunidade escolar como um todo. Garantir o direito à educação também é garantir o direito de estudar sem medo.
