
Representantes do grupo Jovens Agentes de Paz (JAP), do bairro Bom Jardim, em Fortaleza, grupo assessorado pelo Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS), tiveram suas produções reconhecidas nacionalmente ao vencerem duas categorias no I Concurso Nacional de Reportagens sobre Direitos Humanos: Jovens Comunicadores na Proteção Popular de defensoras e defensores de direitos humanos. As jovens comunicadoras conquistaram os primeiros lugares nas categorias Texto e Áudio, reafirmando a força da comunicação popular produzida nas periferias.
A Comissão Organizadora divulgou o resultado final do concurso após avaliação técnica realizada pela Comissão Julgadora, que considerou critérios como relevância temática, qualidade jornalística, originalidade, adequação ao formato e potencial de mobilização.
Na categoria Texto, a reportagem vencedora foi “Vozes que protegem: Atuação de defensoras de direitos humanos na luta por justiça ambiental”. O trabalho destaca a atuação de mulheres defensoras de direitos humanos que enfrentam desafios e riscos na defesa do meio ambiente e da vida em seus territórios.
Já na categoria Áudio, venceu a reportagem “A luta pelo saneamento básico feita por lideranças das comunidades e por professoras da Universidade”. A reportagem aborda a mobilização de lideranças comunitárias e professoras universitárias na luta pelo acesso ao saneamento básico, um direito fundamental ainda negado a muitas comunidades.
As produções foram escritas por integrantes do Coletivo JAP: Maria Mariany, Maria de Fátima de Sá Gonçalves, Marcelino, Halan Jackson, Ingrid Maria Teixeira, Jô Costa, Mari Sousa, Mayra Silva, Melanie Jô Costa, Raquel Vieira e Yuriel Diadorim.
O coletivo Jovens Agentes de Paz (JAP), é iniciativa acompanhada pelo CDVHS, que atua na formação política, social e comunicacional de jovens do território do Bom Jardim. O resultado evidencia o talento das jovens comunicadoras e reforça o papel da comunicação popular como ferramenta de defesa dos direitos humanos.
As produções foram desenvolvidas no contexto de uma oficina de comunicação popular, que contou com a facilitação de Suzana Moreira e Yara Vitorino. A atividade reuniu jovens comunicadoras e comunicadores do JAP. O processo formativo e de acompanhamento contou ainda com a Assessoria de Juventudes do CDVHS, realizada por Ingrid Rabelo.
Sobre o concurso
O I Concurso Nacional de Reportagens sobre Direitos Humanos é uma iniciativa da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), em parceria com o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), a Avuar Social e entidades associadas, com apoio da União Europeia.
A iniciativa integra os projetos Sementes de Proteção Popular e Defendendo Vidas, e tem como objetivo estimular a produção de reportagens sobre a atuação de defensoras e defensores de direitos humanos, evidenciando histórias de resistência e luta em diferentes contextos do Brasil.
O concurso busca fortalecer o protagonismo de jovens comunicadores e comunicadoras populares, valorizando a comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos e de ampliação do debate público sobre os desafios e conquistas de pessoas e coletivos que atuam na proteção da vida e da dignidade humana.
Participação e categorias
Podiam participar jovens comunicadores e comunicadoras entre 18 e 29 anos, estudantes ou não da área de comunicação, que integrem coletivos, organizações ou movimentos com práticas em comunicação popular e direitos humanos.
As reportagens deveriam abordar o tema da luta e resistência de defensoras e defensores de direitos humanos e poderiam ser inscritas em três categorias: Texto (reportagem escrita), Áudio (áudio reportagem ou boletim) e Vídeo (videorreportagem).
Ao final, foram escolhidas três reportagens inéditas, uma em cada categoria. As produções selecionadas receberão certificação e terão veiculação em mídias alternativas e nas redes das organizações participantes do projeto.
A conquista das jovens do JAP Bom Jardim reforça a importância da comunicação popular como instrumento de visibilidade das lutas sociais e de fortalecimento da defesa dos direitos humanos nos territórios.
