O que fazemos e Programas

Publicação 01/04/18 11:10; atualização 01/04/18 11:11

O Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza é uma organização de direitos humanos. Sua existência está ligada a defesa dos direitos humanos e, por isso, à defesa da democracia, sobretudo do acesso e a promoção dos direitos para as populações empobrecidas. Por ter nascido do processo de organização de moradores de um grande centro urbano, na mística de uma Igreja popular e preocupada com a libertação dos pobres, trabalha desde o início com os temas do direito à educação de crianças e adolescentes; com a formação e a educação em direitos para as populações e lideranças das periferias urbanas; com os temas desenvolvimento e enfrentamento da pobreza, com as estratégias da econômica solidária e microcrédito solidário; com a formação e inserção da juventude no mercado de trabalho; com a mobilização, o engajamento e o incentivo à participação para o direito à cidade; com o fomento ao engajamento e participação de jovens, em ações de promoção de seus direitos, cultura de paz e monitoramento da política de segurança pública; com o monitoramento da política de segurança para o enfrentamento do extermínio da juventude; e com o garantia do direito ao meio ambiente para o direito à cidade e plena observância à vida dos ecossistemas. Ao longo dos seus 24 anos, vários projetos foram desenvolvidos nesses grupos temáticos.

Atualmente, os programas do CDVHS são estão divididos nos seguintes temas.

  1. Direito à cidade: justiça social e ambiental, direito à moradia e à participação – Neste programa, trabalhamos a promoção o monitoramento e atenção a políticas públicas promotoras do direito à cidade, fomentando processos de participação de moradores no planejamento, na exigência e monitoramento de políticas públicas. Neste programa, encontram-se o apoio dado a articulação da Rede DLIS, as ações pela regularização das Zonas Especiais de Interesse Social, a articulação dos movimentos sociais urbanos e à luta pela preservação do Rio Maranguapinho, do Parque Municipal da Lagoa da Viúva e pelo saneamento ambiental do Grande Bom Jardim.
  2. Vida da Juventude: participação social e política, cultural de paz, proteção à cidade e vida cultural. Trabalha-se neste programa diversas ações de mobilização, formação para o engajamento e apoio as inciativas juvenis do território do Grande Bom Jardim. A principal delas é o Jovens Agentes de Paz, ação voltada para formação e engajamento em escolas públicas do Grande Bom Jardim, bem como próximas de grupos e coletivos de adolescentes e jovens, sobretudo de cultura e arte. Faz parte também da atuação, o monitoramento de violações de direitos humanos às juventudes, sobretudo para mobilização dos Sistema de Garantias de Direitos; as ações de enfrentamento aos homicídios de adolescentes e jovens, com focais de proteção à vida vias estratégias de prevenção; como também na valorização da vida criativa e políticas de adolescentes, seja via suas ações de arte e cultura, como suas iniciativas políticas.
  3. Educação em Direitos Humanos – Escola Popular de Educação em Direitos Humanos. A Escola Popular de Educação em Direitos Humanos – EPEDH é uma experiência para a formação crítica de sujeitos sociais e políticos que têm papel relevante para a afirmação, disseminação e luta pela garantia, defesa e promoção dos direitos humanos, como lideranças comunitárias, militantes e ativista por direitos, jovens e adolescentes e professores, por exemplo. É um ferramenta cultural e política para afirmação da luta popular e dos fazeres de resistência na defesa dos direitos humanos. A escola trabalha com uma metodologia que permita a qualificação das intervenções dos atores por meio de processos de construção de conhecimentos, de reflexão sobre nossas práticas políticas e de observação e posicionamento sobre os contextos de violação. A Escola desde 2012 já realizou três cursos de longa duração, três de curta duração e relatórios de denúncias de violação para ações de exigibilidade de direitos / advocacy. As ações são voltadas para lideranças da periferia de Fortaleza e do interior do estado do Ceará.
  4. Resistências Culturais - Este programa aglutina as diversas iniciativas de articulação e produção cultural reafirmam a identidade territorial, a memória, o sentimento de pertencimento e coesão comunitária. Desenvolve ações de afirmação da cultura do povo pobre e trabalhador da periferia, a afirmação da memória social, da história social dos setores que resistem pelo direito à cidade, pela afirmação étnica e racial do povo negro e das práticas culturais das populações originárias e tradicionais que ocupam e reinventam a cidade, pelas múltiplas identidades sociais, sexuais, religiosas e de gênero das juventudes e da população em geral, como também o direito à cultura e a comunicação como expressões diretas dos direitos humanos.