CURSO DE DEFENSORES POPULARES DISCUTE DESIGUALDADES SOCIAIS

Publicação 16/06/18 12:40

No quarto encontro do Curso Defensores Populares de Direitos Humanos, realizado em 16 de junho no IFCE Iguatu, estudantes ampliam debates sobre ‘Classes sociais e as desigualdades como produto das relações no Brasil’ contextualizadas às características regionais.

Caracterizado pela participação de jovens, militantes e setores envolvidos nas discussões pela garantia de direitos, o curso desenvolve o intercâmbio de conhecimentos a partir de vivências compartilhadas que referenciam as resistências em cada território onde vivem os cursistas. Nesta etapa, executa-se o terceiro módulo que explora as temáticas de ‘raça, classe e gênero’. Para Moíza Medeiros, professora do curso de Serviço Social do IFCE, “é mais fácil reconhecermos as opressões quando percebemos as implicações delas em nossas vidas” ao propor a discussão popular sobre as raízes das questões sociais. Desmistificar conceitos teóricos na prática de intervenção social dos cursistas é parte metodológica do processo educativo. “A importância de acessar a linguagem das pessoas que constroem luta no dia-a-dia é muito significativa. Por isso, desenhamos prática orientada para que a interação entre facilitador e turma dialogue com dinâmicas cotidianas”, explica Alef Feitosa, coordenador do curso.

O fortalecimento do combate às opressões em plataforma regional é marca formativa. Motivo, pelo qual, Verônica Isidorio decidiu vir do Crato à Iguatu para compor a turma da IV edição porque “a vivência de enfrentamento constante no Cariri nas pautas das mulheres, das LGBTs, negras e negros mobiliza a demanda por formação”. Atuante em Conselhos, acredita que “vir para o Iguatu tem uma dimensão política de estender a luta em interfaces entre interiores”, norteia.

ENTENDA O QUE É

O Curso é uma iniciativa da Escola Popular de Direitos Humanos do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza. A IV edição é realizada em Iguatu, situada no Centro-Sul do Ceará e localizada a 400km de Fortaleza, a fim de articular redes de intercâmbio entre experiências comunitárias e movimentos sociais.