CDVHS PARTICIPA DE ENCONTRO SOBRE JUVENTUDES E DIREITO À CIDADE EM RECIFE.

Publicação 15/04/19 17:24

O evento discutiu metodologias de trabalho com juventudes de diferentes cidades apontando estratégias de resistências frente aos desafios atuais.

Participantes do Evento

O Encontro “Educação Popular, Juventudes e Direito à Cidade” realizado entre os dias 26 e 28 de outubro em Recife- PE reuniu na capital pernambucana representantes do Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social- Cendhec ( PE), Centro de Estudos e Ação Social CEAS (BA), Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa CDVHS ( CE) FASE RECIFE ( PE), Centro de Apoio e Assessoria a Iniciativas Sociais CAIS ( DF) e PERIFERIA ( BELGICA). O evento teve como objetivo “repensar concepções e práticas de trabalho e, buscar novas formas de mobilização popular para resistências e avanços”, afirma Luiz Kohara representante do Centro de Assessoria e Apoio a iniciativas sociais de São Paulo.

PROGRAMAÇÃO

Na abertura do encontro os/as participantes se apresentaram a partir de um símbolo/objeto pessoal que havia levado e/ou já carregava em seu corpo, apontando na apresentação as seguintes questões: Como enxergo a cidade? E o que dizer sobre mim e sobre a cidade a partir do símbolo?

Foram apresentados símbolos que representa desde ancestralidade até a forma como se deslocar pela cidade, uma apresentação cheia de lembranças e afetos.

Em seguida,foram apresentados os mapas afetivos construídos previamente pelos grupos em suas cidades, questões como violência institucional que dificultam as atividades culturais em espaços públicos, a precarização do transporte público e problemas de territorialização por grupos criminosos apareceram como fatores que dificultam os deslocamentos pelas cidades. Por outro lado, a comunicação entre coletivos dos vários cantos da cidade e o modo criativo de realizar encontros como Saraus, Slams, Rolezinhos foram apontados como possibilidades de resistir nas periferias. Para encerrar a noite foram declamados poemas pelas Jovens Lany Maria , Thifany Lima (CDVHS), Larissa Karla, Priscilla (FASE), Rhuan Pedro (CENDHEC), Roseane Santos ( CEAS), Joy Thamires (FASE Recife) , e um texto de Luiz Kohara (CAIS)

SEGUNDO DIA

No segundo dia, os/as participantes apresentaram as experiências de trabalhos com jovens , compartilhando um pouco da sua metodologia, desafios, potencialidades e aprendizados, a socialização foi através de fotografias, revistas,cartilhas e produções em audiovisual, evidenciando a riqueza e beleza do que é produzido pela juventudes em espaços tão negligenciados, as periferias.

Após a partilha das instituições, o jornalista Bruno Vieira compartilhou uma reflexão sobre Comunicação e Educação Popular, para ele * “A educação popular promove ativação política e consciência do entorno”*. Após a apresentação os/as participantes conversaram sobre suas experiências com a educação formal e como tem ou não dialogado com a educação popular. A noite do segundo dia encerrou com visitas ao Condomínio Holliday, edifício com 476 apartamentos e 17 andares que foi interditado juridicamente obrigando 3 mil pessoas a desocupar suas casas, e à ocupação CAIS José Estelita, movimento organizado pela juventude para evitar a demolição dos armazéns que pertencia à rede ferroviária federal ( RFFSA) e, em 2008 foi arrematado pela iniciativa privada para a construção de 13 torres de alto padrão com 40 andares. Aos gritos de ‘ Torre para quem”? e “ Não venda nossa cidade”, manifestantes foram expulsos da ocupação que vêm resistindo à 11 anos. A vivência possibilitou uma mistura de sentimentos, desde a sensação de impotência por não conseguir reverter a situação e de perceber a força da especulação imobiliária em detrimento das necessidades da população trabalhadora, até a esperança de ver a juventude lutando pela cidade que deseja ter.

CONTRIBUIÇÕES E APRENDIZADOS

No terceiro e último dia, o grupo foi dividido em dois, um entre as juventudes e outro entre os/as representantes das instituições, a proposta foi avaliar o encontro a partir dos aprendizados que ele proporcionou e das contribuições que ele trouxe para os trabalhos já desenvolvidos pelas juventudes e pelas instituições.

* “É imprescindível pensar e planejar com e não "para" as pessoas envolvidas nos processos, seja juventudes, mulheres, idosos” * ...

" Precisamos nos aquilombar para resistir aos tempos difíceis "

" As vivências, conhecer as luta d@s outr@s nos fortalece"

“ Não há como pensar a educação popular fora da realidade das juventudes

Após o encontro os/as participantes conheceram o Marco Zero e o mercado de Recife.