REDE DLIS E COLETIVOS DE JUVENTUDES DO GRANDE BOM JARDIM PARTICIPAM DE INTERCÂMBIO BRASIL – ÁFRICA NA UNILAB

Publicação 24/03/19 02:06; atualização 24/03/19 02:15

O "1º Intercâmbio Juventudes em Movimento nas Cidades Brasil – África" foi realizado dia 20 de março de 2019, no Campus Palmares, na UNILAB, na cidade de Acarape, e reuniu lideranças da Rede DLIS, Coletivos Juvenis do Grande Bom Jardim, estudantes e educadores da região do Maciço do Baturité e professores e estudantes africanos da UNILAB. Direito à cidade, direitos das mulheres, direitos das juventudes, ocupação dos espaços públicos, relações com o Estado, violações de direitos humanos, direito à cultura e fortalecimento dos movimentos de juventudes estiveram no centro dos debates.

Lideranças juvenis e Rede DLIS em Intercâmbio na Unilab.

O 1º Intercâmbio Juventudes em Movimento nas Cidades Brasil – África foi uma iniciativa do Projeto de Pesquisa e Extensão Diálogos Urbanos, coordenado pelo professor Eduardo Machado, em parceria com o Ponto de Memória do Grande Bom Jardim, Rede de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável do Grande Bom Jardim (Rede DLIS do GBJ), Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa (CDVHS), Jovens Agentes da Paz (JAP), Maracatu Nação Bom Jardim, Grupo de Estudos e Pesquisas Amílcar Cabral (GEPAC), PIBID e Residência Pedagógica da Sociologia da Unilab, Performarte e Uniculturas. Paineis Temáticos:

PAINEL 1 - TRAJETÓRIAS FEMININAS EM LUTA - experiências, aprendizagens e desafios. A roda de conversa com o tema desse painel foi mediado pelas professoras da Unilab Joana Elisa Röwer, doutora em educação, e contou a participação de Lany Maria, colaborada do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza, atuando no direito à cidade com comunidades da ZEIS, além de fazer parte do Grupo de Teatro Negragem, que realiza intervenções artísticas para denunciar o racismo, e Íngrid Rabelo, assessora de juventudes do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza, coordenadora do JAP e do Maracatu Nação Bom Jardim, entre outras participantes brasileiras e africanas, que compartilharam experiências e desafios identificados a partir de suas trajetórias de vida e de lutas.

PAINEL 2 - OCUPAÇÕES CRIATIVAS URBANAS - experiências, aprendizagens e desafios Nesse painel foi formada uma mesa e em seguida houve várias intervenções das lideranças e jovens presentes. A mediadora foi a professora da Unilab Anne-Sophie Marie Frédérique Gosselin. As falas iniciais forma feitas por Karoliny Lima e Lívia Bonfim, integrantes do JARA – Juventudes Autônomas de Redenção e Acarape, colocando em debate a ocupação dos espaços públicos nas cidades impactadas pela chegada da Unilab, André Lopes Júnior, do Grupo de Estudos e Pesquisas Amílcar Cabral, que trouxe as experiências de luta das juventudes de Guiné-Bissau, e Caroline Ximenes, do GT do JAP – Jovens Agentes de Paz, refletindo sobre a atuação das juventudes no Grande Bom Jardim. As intervenções que se seguiram abordaram temas que inquietam as juventudes como a relação com o Estado, o diálogo com a sociedade sobre o direito de ocupação e usos dos espaços públicos, entre outros desafios.

Após os debates, a noite foi de intercâmbio cultural, através de um sarau artístico – fazer arte, fazer cidade, mediado pelos professores Ricardo Nascimento e Lucas de Souza, que contou com apresentações de dança de Iury Jackson e casais africanos do Uniculturas, que apresentaram a dança de Angola Kuduro, além do Maracatu Nação Bom Jardim, sob a regência de Bruno Sodré e de poetas que declamaram suas poesias autorais como Wesley Lobo, Élder, Borboleta e Wilbert Santos, do coletivo Bonja Roots.