REDE DLIS E COLETIVOS DE JUVENTUDES DO GRANDE BOM JARDIM PARTICIPAM DE INTERCÂMBIO BRASIL – ÁFRICA NA UNILAB

Publicação 24/03/19 02:06; atualização 07/08/19 21:43

O "1º Intercâmbio Juventudes em Movimento nas Cidades Brasil – África" foi realizado dia 20 de março de 2019, no Campus Palmares, na UNILAB, na cidade de Acarape, e reuniu lideranças da Rede DLIS, Coletivos Juvenis do Grande Bom Jardim, estudantes e educadores da região do Maciço do Baturité e professores e estudantes africanos da UNILAB. Direito à cidade, direitos das mulheres, direitos das juventudes, ocupação dos espaços públicos, relações com o Estado, violações de direitos humanos, direito à cultura e fortalecimento dos movimentos de juventudes estiveram no centro dos debates.

Lideranças juvenis e Rede DLIS em Intercâmbio na Unilab.

O 1º Intercâmbio Juventudes em Movimento nas Cidades Brasil – África foi uma iniciativa do Projeto de Pesquisa e Extensão Diálogos Urbanos, coordenado pelo professor Eduardo Machado, em parceria com o Ponto de Memória do Grande Bom Jardim, Rede de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável do Grande Bom Jardim (Rede DLIS do GBJ), Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa (CDVHS), Jovens Agentes da Paz (JAP), Diaconia, Maracatu Nação Bom Jardim, Grupo de Estudos e Pesquisas Amílcar Cabral (GEPAC), PIBID e Residência Pedagógica da Sociologia da Unilab, Performarte e Uniculturas. Paineis Temáticos:

PAINEL 1 - TRAJETÓRIAS FEMININAS EM LUTA - experiências, aprendizagens e desafios. A roda de conversa com o tema desse painel foi mediado pelas professoras da Unilab Joana Elisa Röwer, doutora em educação, e contou a participação de Lany Maria, colaborada do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza, atuando no direito à cidade com comunidades da ZEIS, além de fazer parte do Grupo de Teatro Negragem, que realiza intervenções artísticas para denunciar o racismo, e Íngrid Rabelo, assessora de juventudes do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza, coordenadora do JAP e do Maracatu Nação Bom Jardim, entre outras participantes brasileiras e africanas, que compartilharam experiências e desafios identificados a partir de suas trajetórias de vida e de lutas.

PAINEL 2 - OCUPAÇÕES CRIATIVAS URBANAS - experiências, aprendizagens e desafios Nesse painel foi formada uma mesa e em seguida houve várias intervenções das lideranças e jovens presentes. A mediadora foi a professora da Unilab Anne-Sophie Marie Frédérique Gosselin. As falas iniciais forma feitas por Karoliny Lima e Lívia Bonfim, integrantes do JARA – Juventudes Autônomas de Redenção e Acarape, colocando em debate a ocupação dos espaços públicos nas cidades impactadas pela chegada da Unilab, André Lopes Júnior, do Grupo de Estudos e Pesquisas Amílcar Cabral, que trouxe as experiências de luta das juventudes de Guiné-Bissau, e Caroline Ximenes, do GT do JAP – Jovens Agentes de Paz, refletindo sobre a atuação das juventudes no Grande Bom Jardim. As intervenções que se seguiram abordaram temas que inquietam as juventudes como a relação com o Estado, o diálogo com a sociedade sobre o direito de ocupação e usos dos espaços públicos, entre outros desafios.

Após os debates, a noite foi de intercâmbio cultural, através de um sarau artístico – fazer arte, fazer cidade, mediado pelos professores Ricardo Nascimento e Lucas de Souza, que contou com apresentações de dança de Iury Jackson e casais africanos do Uniculturas, que apresentaram a dança de Angola Kuduro, além do Maracatu Nação Bom Jardim, sob a regência de Bruno Sodré e de poetas que declamaram suas poesias autorais como Wesley Lobo, Élder, Borboleta e Wilbert Santos, do coletivo Bonja Roots.