Jovens mostram seu protagonismo no Festival das Juventudes

Publicação 21/08/19 16:28; atualização 21/08/19 16:49

**O toque de recolher, não silenciará o toque do nosso tambor** . É com essa energia que acontece o Festival das Juventudes: Arte, Cultura e Formação em Direitos Humanos, de junho a outubro de 2019 no Grande Bom Jardim.

Foto: Marly Pereira

O evento é uma realização do CDVHS, do Grupo Jovens Agentes de Paz, Fórum de Juventudes da Rede DLIS, e seis escolas de ensino médio que fazem parte do Fórum de Escolas do Grande Bom Jardim. Os encontros reúnem estudantes, integrantes de coletivos, professores e professoras parceiros/a das Universidades e movimentos sociais, para debater direitos humanos através da arte e da cultura, proporcionando diálogos e trocas de experiências.

Programação

A jornada teve início no dia 29 de junho, com o painel O que é Ser Jovem, com apresentação cultural do Maracatu Nação Bom Jardim e a mesa de abertura com a Professora de Sociologia da Universidade Estadual do Ceará, Camila Holanda, o Gerente de Formação do Centro Cultural Bom Jardim e integrante do Fórum de Escolas Joaquim Araújo e, com o Jovem Agente de Paz e participante do Grupo Tambores do Gueto, Elivelton Rodrigues. Os/As integrantes falaram sobre as lutas, os desafios e as potencialidades das juventudes que moram na periferia.

Painel: O que é Ser Jovem?

Em seu segundo dia, a programação iniciou com o Grupo Tambores do Gueto, impressionando com suas poesias e mensagens de resistências ( a frase que abre esse texto foi declamada pelo grupo). A programação seguiu com intensas discussões sobre temas desafiantes para as juventudes. A cantora Nik Hot cativou o público com suas músicas e com a discussão sobre o respeito à diversidade, através de sua experiência como primeira funkeira trans de Fortaleza, destacou a importância de respeitar o nome social e tirou dúvidas sobre questões de gênero apresentadas pelos/a participantes. Em seguida, a jovem artista, bolsista e integrante do Grupo de Trabalho Jovens Agentes de Paz, Thifany Lima, falou sobre sua trajetória no JAP, destacando que a experiência tem mudado seu modo de compreender as diferenças e, de como o grupo contribue para a construção de uma cultura de paz.

A tarde a programação seguiu com intervenções de jovens poetas e com uma performance teatral da Companhia VIVAR’TE chamada Até que a Morte nos Separe, uma intervenção que retrata a violência de Gênero, após a apresentação o grupo facilitou uma roda de conversa e dialogou sobre a importância de falar sobre violência doméstica, da importância de denunciar, desconstruindo a ideia de que em briga de namorados. de marido e mulher se mete a colher sim, a conversa teve ainda a participação especial de Dhnany Marinho, articuladora social e coordenadora do Grupo Somos todas Marias, apresentando os desafios para as juventudes LGBTS enfrentar o preconceito e outras formas de violência, reforçou a importância de intervir contra a violência de gênero, independente de quem seja o agressor,”pode ser o amigo que anda no rolê com você, que está no reggae, a violência contra a mulher precisa ser denunciada” afirma. E, Christiane Gonçalves, coordenadora do Projeto Curta o Gênero, colaborando para a importância do empoderamento feminino e, destacando que o machismo é uma construção cultural e, que a partir da educação é possível desconstruir as afirmações dos papéis sociais atribuídos a homens e mulheres na sociedade brasileira.

O encerramento do encontro aconteceu com o grupo de teatro Negragem, com a performance Bicho Preto, dialogando música, dança e teatro na afirmação da identidade e cultura negra.