AULA DA UFC ACONTECE NA COMUNIDADE MARROCOS

Publicação 12/04/18 00:42; atualização 12/04/18 00:46

Nesta quinta-feira (15), a comunidade Marrocos acolheu turmas de estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) em aula de campo. A atividade foi mediada pelo Seu Dedé Cavalcante, liderança da região do Grande Bom Jardim; e por Rogério Costa, integrante do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza.

O percurso iniciado na Rua Urucutuba percorreu os limites da comunidade na divisa com o Tatumundé, com Nova Canudos e com a Ocupação da Paz. O grupo de 50 pessoas visitou a obra de construção da Estação de Tratamento de Esgoto do Marrocos e do Tatumundé – ambas inoperantes e com impacto significativo na falta de saneamento, pavimentação, drenagem e passeio nas ruas da comunidade.

O Campo do Imperial - onde projeta-se uma Areninha - e a sede do galpão provisório de material reciclável da Associação dos Catadores de Material Reciclável do Grande Bom Jardim (ASCABONJA) também foram pontos de visita dos universitários.

O Instituto de Planejamento de Fortaleza – IPLANFOR e a Universidade da Integração da Lusofonia Afrobrasileira (UNILAB) também participaram da aula pública.

ENTENDA O CASO

Estudantes participantes estão cursando Projeto Urbanístico e Projeto Arquitetônico sob tutoria das professoras Márcia Cavalcante e Clarissa Freitas coordenadoras o Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Arquitetura/UFC. O grupo universitário é parceiro do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza e da Rede DLIS do Grande Bom Jardim na elaboração do Plano Popular da ZEIS Bom Jardim.

ENTENDA A REGIÃO

Marrocos é uma das comunidades da ZEIS Bom Jardim. Reivindicam a implementação das zonas por entenderem que pode beneficiar as famílias com regularização fundiária, estabelecendo os investimentos urbanos necessários à requalificação da área através de obras de saneamento, estruturação do sistema viário, equipamentos comunitários e políticas sociais.

A região é fundo de vale e fica 17 metros mais baixa que as regiões mais elevadas da vizinhança. A lagoa do Marrocos, construída na época da ocupação da área, funciona como uma lagoa de estabilização natural, mas poderia ser fonte de lazer e de apreciação da paisagem, caso a realidade urbana e ambiental fosse outra. O território é cortado por riachos contaminados pela ausência de tratamento de esgoto.