O que é a EPEDH

Publicação 01/04/18 11:40

A Escola Popular de Educação em Direitos Humanos – EPEDH é uma experiência para a formação crítica de sujeitos sociais e políticos que têm papel relevante para a afirmação, disseminação e luta pela garantia, defesa e promoção dos direitos humanos, como lideranças comunitárias, militantes e ativista por direitos, jovens e adolescentes, bem como professores. É um ferramenta cultural e política para afirmação da luta popular e dos fazeres de resistência na defesa dos direitos humanos. A escola trabalha com uma metodologia que permite o fortalecimento e uma ecologia de saberes dos atores locais e ativistas da luta por direitos, em articulação e diálogo com agentes do sistema de justiça, pesquisadores e professores das universidades, como também como militantes e movimentos sociais, apropriando-se criticamente dos princípios, história, lutas e do instrumental de direitos humanos. Isto permite maior acesso ao instrumental crítico dos direitos humanos, a construção cooperativa de conhecimentos e a reflexão sobre as práticas políticas, a observação e o posicionamento sobre os contextos de violação. A Escola atua desde 2012, já realizou três cursos de longa duração, três de curta duração e relatórios de denúncias de violação para ações de exigibilidade de direitos / advocacy. As ações são voltadas para lideranças da periferia de Fortaleza e do interior do estado do Ceará.

A Escola Popular de Educação em Direitos Humanos tem o escoo de se constituir como um espaço permanente que sistematize uma prática política de formação, pesquisa-ação e incidência política, tripé já incorporado ao fazer político e metodológico do CDVHS, na relação com o movimento comunitário do Grande Bom Jardim. Portanto, A EPEDH possui o seguinte tripé de conceitual de atuação:

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São Valores pedagógicos da EPEDH:

  1. A não hierarquização de saberes, realizar o encontro de saberes e práticas, sistematizados ou não;
  2. O respeito à diversidade humana e de pensamento;
  3. O encontro inter geracional;
  4. O/a participante advém de múltiplas realidades, contextos e modos de vida, que é a primeira matéria para aprendizagem e troca no curso;
  5. Os conhecimentos e apropriação crítica do instrumental do direito e dos direitos humanos é uma opção para ajudar e não colonizar as práticas políticas e de saber dos/as participantes;
  6. Aprender na rua, com as pessoas e com o que já produzimos de conhecimento, seja na escola forma ou nos centros de saber populares.